quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cristo Redentor

Restauração recuperou estátua, reinaugurada nesta quarta-feira


Antes da reforma, a cabeça e as pontas dos dedos da estátua do Cristo Redentor, principal cartão-postal do Rio de Janeiro, estavam danificados por raios. Reconstruir essas partes do mosaico que é o monumento e encontrar as peças nas cores da estátua foram os principais desafios enfrentados pela equipe de restauração, chefiada pela arquiteta Márcia Braga. Ela calculou que subiu ao menos 150 vezes na estátua.

O Cristo, que ganhou iluminação verde e amarela em alusão à participação do Brasil na Copa do Mundo, foi reinaugurado nesta quarta-feira (30).

Apesar de superficiais, os problemas tinham de ser sanados para não se tornarem maiores futuramente. A estrutura de ferro e aço da estátua recebeu uma manta para evitar a ação da ferrugem – que era evidente no Cristo por fatores como a maresia. A parte interna da estátua também ganhou iluminação, que não existia antes da reforma.
Entrar no “corpo” do Cristo foi um desafio para Márcia, que antes da experiência não sabia que era claustrofóbica.

- Eu não tenho medo de altura, mas quando fiquei dentro do braço [do Cristo], que é um espaço muito pequeno, fiquei paranoica. Fiz o trabalho e saí rápido.

Durante os trabalhos, os técnicos descobriram que havia um dreno entupido na estátua e, com isso, a água ficou acumulada nos braços – cerca de 300 litros em cada. Por causa disso, Márcia e outros trabalhadores tiveram de entrar no interior do monumento.

No total, cerca de 160 trabalhadores atuaram na restauração do Cristo. Entre eles, o auxiliar de segurança do trabalho Tito Dutra, que estava orgulhoso na reinauguração desta quarta-feira. Para ele, o trabalho mais difícil foi na cabeça da estátua, que teve partes danificadas por raios.

- Estou muito satisfeito. É uma honra trabalhar em um monumento como esse.

Histórias em pastilhas

Quando foi construído, há quase 79 anos – a estátua faz aniversário em outubro – o Cristo recebeu pastilhas com os nomes de pessoas queridas dos operários que trabalharam em sua construção.

Para recuperar essa história, a empresa Vale, que patrocinou a reforma com R$ 7 milhões, fez um concurso com frases para serem incluídas nas pastilhas do monumento. Foram enviadas 10 mil frases e o concurso premiou as 80 melhores com pastilhas com os nomes das pessoas que enviaram orações.

FONTE:R7